Jana por aí: Agridoce Café

Estou há um tempão para fazer esta resenha, de um lugar mágico e delicioso que temos aqui em Porto Alegre: O Agridoce Café.
Por onde começo? Vou começar pelas xícaras penduras no teto, logo no hall de entrada. Uma coisa meio Alice in Wonderland. Eu gosto, amo, curto muito lugares que me fazem tomar certa distância desta vidinha vulgar que temos nas cidades grandes. Gosto de lugares que me transportam para um mundo mais bonito, caloroso, perfumado e acolhedor que nossas ruas acinzentadas nos oferecem.

Por sorte, na Leal e Valorosa cidade de Porto Alegre, temos muitos lugares assim, e o Agridoce, é o lugar que mais me faz sentir em outra dimensão.A decoração é meio surreal, além das xícaras penduras no teto, temos abajures no lugar de lustres, vários sofás, cadeiras, mesinhas e muita louça antiga, tudo perfeita e harmoniosamente descombinado, como não amar e babar muito?

Já escrevi em outro texto que eu “como” o ambiente. Sim, a decoração, o clima do lugar, a educação dos atendentes, tudo  faz parte da experiência de comer e beber fora de casa. Já contei que sou uma boa cozinheira? Pois é, quem sabe cozinhar tem esse problema, não é qualquer lugar ou comida que te faz sair do seu lar doce lar.  A experiência, então, tem que ser completa e aguçar todos os meus sentidos. O Agridoce te proporciona isso com um plus: nem parece que estamos em Porto Alegre, aliás, nem parece que estamos no Brasil.

Já fui lá algumas vezes, a convite de amigos e convidando outros. Provei o cappuccino com cardamomo (amor eterno), o chocolate quente com especiarias, a torta de chocolate, um sanduba de pernil com molho barbecue, um cheesecake de frutas vermelhas, e um mil folhas de doce de leite que…  Achei indecente de tão bom! Sabe aquele mil folhas super leve e crocante? Com um doce de leite maravilhosamente mara! Claro que não comi tudo no mesmo dia né? Não sou (tão) louca!

Ah! Tem muitas opções no cardápio entre chás, cafés, quiches, doces, sandubas, cervejas artesanais. Bem, pretendo voltar lá muitas e muitas vezes, e provar o máximo possível do que eles oferecem, pois tudo que bebi e comi, eu gostei mutcho!

O ambiente do Agridoce é algo bem diferenciado e meio maluco, acredito que os donos tenham feito uma bela garimpagem em briques e na casa das vovós, tem algo de sonho, de bucólico, de romântico, é um lugar bem bacana pra levar teu amigo que vem de fora de Poa,para um encontro mais romântico (eu achei o lugar super cara de romance), para ir com os amigos e ser feliz. Tudo é muito altamente instagramável, desde a apresentação dos pratos, que tem direito até a descanso de talheres, meu povo! Olha que coisa mais primeiro mundo! Falei pra vocês do quadro com um homem vestido de freira? Adorei!

De todas as vezes que eu fui, somente em uma delas não tinha fila de espera para sentar, foi num domingo à noite. Mas enfim, o lugar é novo e está bombando, de qualquer forma, a espera vale a pena. Eles possuem um sistema que te chama quando sua mesa estiver livre ou seja, dá para dar uma voltinha na Cidade Baixa enquanto aguarda.
Siga o Agridoce Café no Instagram e babe nas fotos do lugar, por ali, dá para ter uma ideia do ambiente bem diferenciado que eles oferecem.

Ah! O atendimento é super cordial, todo o staff é muito educado e nas mesas tem uma campainha silenciosa para chamar o garçon, trés chic!
Vai lá agora!

  • O  Agridoce Café fica  Rua Sarmento Leite, 1024, Cidade Baixa, Porto Alegre. Funciona das 11:00 as 22:00 de terça a domingo.
JANAINA ZORZATO, FUNCIONÁRIA PÚBLICA, GAÚCHA NÃO PRATICANTE, COLORADA POR OSMOSE, METIDA A MAROMBEIRA, E COM UM LADO DONA BENTA

 

Novas cores de batons matte da Vult

Chegaram  aqui em casa faz um tempinho esses batons da Vult para que eu conhecesse a nova gama de cores da marca. Eu  explico porque as coisas chegam na minha caixa postal e não saio correndo pra postar: eu espero pra testar e usar tudo, encaixar na minha rotina mesmo, como consumidora real, pra depois poder dar uma opinião se acho que os produtos são bons ou não. Isso é desde o início do blog, pois é o que caracteriza meu trabalho sincero e transparente durante todos esses anos por aqui.

Eles lançaram 16 novas cores e eu recebi 14 delas. Não tem nenhuma cor super  novidade, mas são bem pigmentadas e de boa qualidade. Algumas cores fiquei pra mim porque de fato usarei no meu dia a dia, e as demais, fiz swatches e dei para minha amiga Mônica Loureiro, que é maquiadora, usar nas suas clientes.

As cores vão do nude ao violeta, passando por vermelhos e tons de rosa. Mas eu tenho meus preferidos: 2,5 e 9. O número 2 é um nude muito coringa, combina com todos os tons de pele  e tem um fundo frio, que deixa qualquer look lindo.

Já o número 5  é um rosa chiclete muito bonito, que acho que ficou legal com meu cabelo power preto e quebrou um pouco o ar de séria que o cabelo escuro traz. E o número 9 é puro amor e é uma variação pra quem quer sair do nude sem ousar muito, pois ele tem um tom puxado para o salmão, que é delicado e muito elegante.

Quanto ao acabamento, todos são realmente matte e transferem quase nada.  São bem confortáveis para usar, tem boa duração e não deixam a boca ressecada. Como o preço deles é acessível, torna esses batons uma excelente opção para quem quer batons de qualidade sem gastar muito.

Os batons da Vult são bem fáceis de encontrar, em lojas de cosméticos,lojas online supermercados e também em lojas de departamento. Super vale experimentar!

Diário de uma balzaquiana- Parte 1: Trabalho

Post por em Desejos

Vou começar a escrever toda a semana sobre um tema para as mulheres, que como eu, chegam na casa dos 30 aos 40 anos e se sentem meio estranhas no meio de tanta informação e tantos padrões impostos pela sociedade. Seja no mercado de trabalho, no amor, no peso, na convivência familiar e muito mais. Vai ter uma tag, então quem quiser buscar pelos posts sobre a nossa vida de “balzaca”, pesquisa aí no blog e vai se divertindo comigo e vivendo nesse mundo doido.

Tenho lido bastante sobre carreira e feito planos para o meu futuro. Aos 34 anos de idade, não posso ou não devo me dar ao luxo de fazer escolhas mal feitas. Tenho me permitido mudar de trabalho quando não estou satisfeita em um, embora até fique apertada financeiramente no início. Mas eu preciso ganhar o suficiente para me manter e ficar presa em um lugar só porque dá status ou porque tenho apego pelo comodismo de ficar ali no lugar de sempre, não me permito mais.

Também vejo todo mundo sendo cobrado, afinal tem que ter mais de uma faculdade, mestrado, pós e afins, falar 3 ou 4 idiomas e ter o passaporte carimbado com cursos no exterior. Até acho bacana, mas não é a minha realidade e eu não posso enlouquecer por isso. Diploma eu queria, não posso negar, de engenharia química. É minha área, no que eu trabalho, mas ainda está distante. Mas também penso que diploma não é garantia de emprego e nem de bom salário. Mas que ajuda, isso é fato.

Há a cobrança de um salário de 4 dígitos pra começar e um de cinco dígitos para se iniciar na vida dos  que “ganham bem”. Mas como que você não ganha mais de 6 mil reais? Com menos do que isso não tem como viver! Parece doido, mas sim, eu já ouvi isso. E de gente que talvez não ganhasse os tais seis mil, mas queria parecer que ganhava. Só que essa pessoa  esqueceu que há milhares de mulheres na casa dos 30 que sustentam famílias com o salário mínimo ou pouco mais que isso. E não é errado ganhar menos. O errado é ganhar pouco para sua função. O salário tem de ser, no mínimo, compatível, pra que haja interesse e vontade de trabalhar. Mas você não  TEM QUE nada. A vida não é um livro de receitas.

Vejo mulheres sendo deixadas de lado no mercado de trabalho porque são mães ou ainda não são, mas estão em idade reprodutiva.Vejo mulheres sendo descartadas nas vagas de entrevista de emprego porque são bonitas demais ou porque são bonitas de menos. Se tiver sobrepeso ou for gorda, isso aumenta ainda mais. Infelizmente, depois dos 30, passam a olhar não só nosso currículo, mas nos julgam pelas nossas escolhas pessoais e por nosso tipo físico.

O mercado está mudando e com o passar do tempo e a chegada de mais mulheres em cargos de chefia, eu acredito que ocorra  a mudança de pensamento das empresas, pois não somos menos que nenhum homem. Acredito em igualdade. Precisamos de mais empatia do mercado de trabalho, que nos avaliem por competência para o cargo que almejamos e não por nossa aparência e número de filhos.

Resenha: Blur Facial Dailus (em bastão)

Vocês devem lembrar que contei que esqueci minhas maquiagens e comprei algumas coisas novas na viagem. Por isso, estou com algumas resenhas novas de make aqui no blog. Tem alguns itens que adorei e outros nem tanto, mas vou falar de todos para contar a minha experiência pra vocês.

Hoje é dia de falar sobre esse blur facial, que deve ser aplicado antes da maquiagem, como se fosse um primer. Segundo a marca, ele deve disfarçar as linhas finas e poros dilatados, além de formar uma película transparente de disfarce óptico que deixa a pele matte e lisa o dia todo.

O que ele cumpre?

Como tenho poros bem dilatados, adoro testar esse tipo de produto, pra ver se resolve isso. Não foi o caso deste Blur da Dailus. Não vi nada de disfarce para os poros, apenas vi resultado na oleosidade da pele, que ficou matte na hora e durou do início da manhã, até o meio da tarde, por volta de umas 16h. Posso dizer que o efeito bem matte durou umas 9h ,mais ou menos, no meu rosto.

Eu já acho bem bom ter o resultado de deixar a pele matte, mas sigo buscando algum que deixe os poros menos aparentes e que não custe muito caro. Comprei depois desse, mais dois primers para testar e assim que tiver opinião formada sobre eles, trago por aqui.

Outro ponto negativo que encontrei foi que ele vai ressecando com o tempo, não a ponto de não conseguir aplicar, mas ele fica mais firme e tem que aplicar com cuidado pra não deixar o rosto vermelho. Custou R$ 39,90 em uma farmácia de Porto Alegre, mas tem para vender em lojas de cosméticos e farmácias de todo país e também online.

Eu adoro os produtos da marca, mas desse eu não gostei tanto assim. Só pra matificar a pele mesmo. Talvez funcione melhor para quem tem poros menos abertos.

Até a próxima!