Opinião: A Bruxa (The Witch)

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Fui ver o tão falado filme que estreou essa semana, A Bruxa (The Witch) do diretor Roger Eggers, que recebeu o prêmio de melhor direção no Festival de Sundance. Estava cheia de expectativa, pois as críticas eram tão maravilhosas, queria levar susto, pois adoro filme de terror, mas não foi bem assim.

Se você gosta daquele terrror que te faz gritar no cinema, dar pulinhos na cadeira e ficar com o coração saindo pela boca, esqueça. O tipo de terror é outro, o psicológico. Desde o início, a mãe da família põe a culpa de todos os acontecimentos ruins na filha Thomasin (Anya Taylor-Joy).

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A história é de uma família fanática religiosa, que é expulsa de onde vive, e precisa ir morar perto de uma floresta, onde vivem distante de outros povoados. É lá nessa casa que começam a acontecer os problemas, que iniciam quando Thomasin está tomando conta do irmão bebê e ele some. Daí dá pra ver que a Bruxa o leva pra dentro da floresta e aí ‘já era’ o bebezinho.

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Daí, pra não contar muita coisa e acabar fazendo spoiller, a família fica colocando a culpa na irmã mais velha por tudo de ruim que lhes acontece. Eles são meio sinistros, rola um fanatismo cristão e no meio disso, também um pouco de mentiras e auto flagelamento, onde eles ficam se dizendo pecadores e coisas do gênero.

O filme tem uma fotografia bem escura e é bem ruim pra quem tem problemas de visão e esquece o óculos (como eu), a minha sorte é que a tela é gigante no cinema! Acredito que grande parte do filme tenha sido filmada com a luz natural de dias nublados e período noturno.

As cenas de uma quase possessão de uma das crianças não é nada demais, o que assusta mesmo são os dois gêmeos incansáveis que mesmo os irmãos morrendo, não param de brincar, pular e dançar. Chatíssimos, aliás!

Achei a trama lenta, não houve nada que me desse um medinho sequer, achei pesado, chato.Não acho que valeu nem o valor do ingresso. Estou sendo super sincera, como sempre.

O figurino e a atuação dos atores  são excelentes, o sotaque britânico encantador.

Desse filme, só ficou uma lição: o fanatismo religioso (de qualquer religião, que fique claro), pode levar ao fim da nossa família e da nossa vida. Deus não precisa de fanáticos, precisa de pessoas com boas atitudes.

A sala estava lotada ontem e a indignação ao  final do filme era visível. Todos esperavam mais!

É isso!

 

4 comentários Comentar via blog

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  1. Luciana

    Que pena que o filme não é phodão… Ouvi falar tão bem dele e eu adoro suspense. Tava até pensando em vê-lo no cinema, mas já que ele não é grande coisa, vou economizar $$.
    Bjs

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    1. POis é, eu acabei gastando dinheiro pensando que era bem legal:( Economize! Bjs

  2. liane_b

    Bom saber!!! Assim não perco nem tempo nem dinheiro.
    Bjoo!!

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    1. Hahaha! Verdade! Beijoca

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