Categoria: cultura

Dicas sobre bares, baladas e viagens: Jana

Bem, então a Priscila teve a  ideia de me convidar para escrever uma coluna no blog dela sobre lugares que frequento e curto. Uma das piores ideias que ela já teve, coitada! Mas enfim, como diz aquele ditado: cuidado com o que você pede pois pode conseguir. E ela conseguiu.

Expliquei para a Priscila que tenho uma vida bem corrida, e que não conseguiria escrever com regularidade. Se ela aceitasse textos eventuais e com periodicidade de: sabe-se lá quando, eu toparia. A louca aceitou e eu também.
Portanto, primeiro quero deixar claro que não sou entendedora de bares, restaurantes, comidas, não sou sommelier de coisa nenhuma, não me formei em turismo nem em artes culinárias, enfim, sou uma pessoa como você: que gosta de comer, beber e dar umas bandas por aí.

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Moro em Porto Alegre, uma cidade, que falem bem, falem mal, tem sim, muita coisa para fazer, ver e …oba! comer e beber!
Às vezes ando por alguma rua que fazia tempo que não circulava por ela, e…pimba! um bar, bistrô, ou boteco novo. Aliás…atenção com a palavra BOTECO, que também pode ser substituída por ARMADILHA. Nos “botecos” de hoje tu vai pagar 30 pila por uma caipirinha e uns 50 pila por uma porção de bolinho de arroz. Deturparam o boteco, meu povo! Cadê o governo?

Minha família inteirinha é de italianos, portanto, toda a minha existência desde que eu era um óvulo loirinho de olhos azuis, até hoje que sou uma adulta loira(obrigada L’oreal, te amo!), foi permeada, adivinha pelo que? Sim! Comida! Ah, a comida…quem não tem uma relação quase doentia de amor e ódio com a bendita da comida? Eu tenho e muito. Adoro quando eu ataco ela e odeio quando vejo os estragos que ela faz no meu abdômen.

Minha mãe cozinha muito bem, meu pai assava um churras nota 100, e meu irmão cozinha muito bem, e eu tenho lá meus dons de dona Benta. Portanto, não é qualquer molho de sachê com miojo que faz meus olhos brilharem. Eu gosto de comer e sei do que eu gosto, ou não.
Beber também é algo que mantém a vida adulta um tiquinho menos insuportável, né? E comida e bebida se complementam. Confesso que no meu dia a dia, minha bebida principal é água mesmo, assim, pura, sem bolinhas, bem sem graça, inclusive nas principais refeições. Mas claro, adoro uma cerveja artesanal, espumante, vinho, suquinhos, enfim, coisas líquidas.

Hum…  Eu gosto de tanta coisa, já fui em tantos e tantos lugares legais que nem sei por onde começar. Ou sei sim, vou começar por dois bares não muito conhecidos em Porto Alegre, mas que me cativaram logo de cara: O Infiel e o Bier Keller.
Aguardem!

IMG-20170404-WA0000Janaina Zorzato, funcionária pública, gaúcha não praticante, colorada por osmose, metida a marombeira, e com um lado Dona Benta.

Pri Por Aí: Pizzaria Temática Cara de Mau- Gramado/RS

1de98c20e6122e4c820991f4d063181c_LSe tem uma cidade que eu sou apaixonada, é Gramado. Se eu tivesse como, juro que me mudava pra lá, sem titubear! Então, é normal que uma vês por mês, eu vá passear por lá, ir em lugares que ainda não fui ou visitar os que gostei. No início do mês de Março , fui novamente e aproveitei para ir na famosa Pizzaria Cara de Mau, que é temática, tem piratas e o interior lembra um navio.

As pessoas me falavam super bem dela, mas os comentários em sites se dividiam entre positivos e negativos, ainda assim, resolvi tirar minhas próprias conclusões. Chegamos às 21h e damos o nome na portaria. Era um sábado e estava cheio, tinha fila de espera. Até aí normal, eu já sabia que era bem movimentado e que se esperava até 2h na fila. Dei meu nome e fui dar uma volta nas lojas e voltei depois. 1h15 após dar o nome fomos chamados a entrar. É bem organizado o sistema de reservas da entrada, achei bem interessante.

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Na entrada, já achei o lugar bonito, tudo lembra um navio, e os sofás para sentar em volta das mesas são bem confortáveis. Rapidamente vem um garçom com roupas de pirata (todos usam!) e nos explica como funciona a pizzaria, que atende sistema de rodízio. Um pequeno barril fica em cima da mesa, onde se vira um lado e aparece  “pizza salgada” e do outro “pizza doce”, assim facilita os garçons virem servindo as mesas.

As pizzas são boas?

Li no Trip Advisor que eles tinham 63 sabores de pizzas, mas nas duas horas em que fiquei lá dentro, não passou mais de 06 sabores na minha mesa. Foi bem demorado o intervalo entre uma pizza e outra, o que achei bem ruim, dado o valor alto do rodízio.Já dos recheios, achei as pizzas bem recheadas, de modo geral. Comi 5 fatias nesse intervalo de tempo e achei ‘ok’. Nada demais, em relação a outras pizzarias boas que já frequentei.

Pizzas simples como strogonoff, frango com catupiry e calabresa não passaram pela nossa mesa.  Vieram duas outras variações de frango, milho, acho que camarão e duas doces. Elas vinham outras vezes. Mesmos sabores.

E o atendimento?

O que mais passou na mesa e que eu acho de fato constrangedor, é o caneco de gorjetas, que um dos garçons passa colocando em cada mesa, e quando alguém dá gorjeta, ele grita o nome da cidade da pessoa que deu e todos os piratas comemoram. Essa gorjeta é opcional, mas ficar vindo na mesa de 15 em 15 minutos com o caneco é incômodo e constrangedor.

Os garçons são bem atenciosos, trazem a bebida rapidamente e eu acabei virando refrigerante na mesa e prontamente o moço resolveu tudo. Trocam os pratos e garfos com bastante agilidade e como são vários, é bem rapidinho para virem na mesa quando solicitados.

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O ambiente

Lá é bem animado, a luz baixa com música animada e o show à parte fica por conta do Jack Sparrow, e o ator contratado além de parecido com o do filme, encarna o personagem e seus trejeitos o tempo todo. Muito gentil, passa de mesa em mesa, tirando fotos com adultos e crianças e dança bastante na hora da “balada do Pirata” que é a hora mais animada da Pizzaria, certamente.

O preço

O rodízio por pessoa custa R$ 63,00 e com as bebidas, minha conta e a do marido ficou em R$ 180. Não lembro se cobraram dez por cento, mas acho que sim. Eu não dei dinheiro na caneca da gorjeta, pois achei muito invasivo aquela caneca passando na minha mesa mais do que as pizzas.

Se eu voltaria? Sim. Pra ver se tenho uma percepção diferente, se vejo outros sabores de pizza e se sou melhor servida. Achei muito cara pelo que deixa de oferecer.  Fiquei desapontada.

E vocês, já estiveram por lá? O que acharam?

TOC- Transtornada Obsessiva Compulsiva

 O filme que  fui assistir ontem no Shopping Iguatemi em Porto Alegre foi o Toc- Transtornada Obsessiva Compulsiva, cuja protagonista é a atriz  Tatá Werneck. Ela é muito fofa, pequena e está linda, mas meus elogios à Tatá acho que vão parar por aí. Mas leia até o final essa resenha sobre o filme e não se preocupe, pois não contém spoiler.

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Quando o filme começa, é bem provável que você faça como eu, que achei que estava na sala errada e fique com vontade de levantar da cadeira. Mas isso é porque o começo do filme está retratando um sono de Kika K . Aliás, os sonhos da personagem tem uma produção bastante caprichada, tanto quanto restante do filme.

A temática aborda as celebridades instantâneas e é um tema bem atual, e mostra uma visão nada glamurosa disso: a personagem Kika K. é uma atriz, que tenta vagas em novela após fazer sucesso na internet, lançou um livro (que não foi ela quem escreveu) e está sofrendo com uma agenda muito cheia, compromissos marcados pela exigente empresária e ainda sofre com a distância do namorado interpretado pelo ator Bruno Gagliasso.

No meio disso tudo, ela começa a se questionar se a vida é realmente aquilo tudo, sorrir sem vontade, mas por obrigação, já que contratantes e fãs esperam ela sorridente mesmo que esteja cansada e com problemas pessoais. Aliás, a empresária vivida pela Vera Holtz é a melhor parte do filme, ela está ótima, divertida e talentosa como sempre.

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E quanto ao TOC da Kika, também é abordado de maneira interessante e mostra o quanto de vida, o quanto de coisas deixamos de fazer por manias que temos. Kika K não pisa em linhas e tem TOC achando sempre que deixou o gás aberto. O detalhe é que ela lembra disso até quando o avião está no ar e sofre por isso. Eu tenho alguns TOC’s e achei muito legal essa abordagem do lado real da coisa, pois todo mundo acha interessante o TOC do Roberto Carlos de só usar azul e cores claras, mas ninguém nunca se perguntou se ele sofre por isso e o quanto de coisa ele já deixou de fazer por não estar na paleta de cores que ele gosta e usa.

Quando ela joga essa vida de fama para o alto, encontra um novo amor e tem que lidar com Felipe, um fã fanático, que aborda outra questão importante: o fanatismo doentio por alguém. O fã de Kika a persegue, tenta ter envolvimento amoroso e o desenrolar da história é engraçado, mas nos faz pensar, mesmo dentro da comédia.

Analisando assim, é um filme meio sem pé nem cabeça, mas nos faz dar boas risadas. O filme brinca inclsuive com o problema de dicção de Tatá, que é bem notável na maioria de suas atuações, mas não a prejudica. Quando ela faz rir, é ótima, mas na parte mais “séria” do filme, ela não é tão boa. O filme fica entre comédia e alguma coisa meio perdida, mas se você entender as situações, traz uma importante reflexão sobre o mundo digital versus mundo real de hoje em dia.

Ontem foi a primeira vez que fui ao cinema sozinha e eu até gostei da experiência, sabe?

Ficha técnica:

Kika K. é uma atriz que está em novelas (disputa papéis diretamente com Ingrid Guimarães, que representa ela mesmo no filme), campanhas publicitárias e é idolatrada por milhões de fãs. Mas, por trás das aparências, está em crise com sua vida pessoal e profissional, enquanto precisa lidar com as limitações de seu Transtorno Obsessivo Compulsivo. Kika se depara com Felipão, um fã obsessivo, um namorado galã sem noção e os compromissos profissionais marcados pela sua exigente empresária.
Data de lançamento: 2/Fev/2017
Duração: 1h45min.
Direção: Paulinho Caruso, Teo Poppovic
Elenco: Ingridf Guimarães,Luís Lobianco, Vera Holtz, Tatá Werneck, Bruno Gagliasso, Daniel Furlan, Patricya Travassos,
Fotografia: Pierre de Kerchove
Roteiro: Paulinho Caruso, Teo Poppovic
Produção: Bianca Villar, Fernando Fraiha, Karen Castanho
Beijoca e assim que eu ver mais algum filme, trago resenha pra cá!

Se você gostou de Narcos, vai amar El Patrón del mal

Foi assistindo Narcos na Netflix, que fiquei curiosa para saber um pouco mais da vida de Pablo Escobar. Não por achar que ele valesse alguma coisa, pois seus atos deixaram marcas em vários países do mundo, sobretudo na Colômbia, mas porque queria entender quais histórias e personagens de Narcos existiram. Sem falar que a atuação de Wagner Moura como Pablo está boa, mas é porque eu ainda não havia visto Andrés Parra como Pablo.

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Desde o primeiro capítulo,El Patrón Del Mal  te prende na tela, e  história é muito mais completa e verídica, contando sobre o Pablo desde jovem e indo até o dia da sua morte. São 74 capítulos, de uma série produzida na Colômbia em 2012 e aclamada pelo povo do país, pois segundo eles,  é a série que mais representa a verdade do que se passou naquela época e afetou tanto o povo colombiano.

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A série tem a história bem completa, além de inserir poucos fatos fictícios na história, a maioria é verdade, tanto pelas pequisas que fiz, dos jornais da época, como El Espectador, como relatos do filho e do único sicário vivo (e solto) de Pablo Escobar, Popeye, que na série é chamado de Marino (referência ao marinheiro). Alguns nomes são trocados, mas são similares, então dá pra entender bem quem é quem.

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Rica de enredo, com atores muito parecidos com as pessoas que representam, tanto que em algumas fotos e vídeos, é impossível não achar que se trata das mesmas pessoas, principalmente Pablo Escobar, Gustavo Gaviria e Luiz Carlos Galán. A semelhança desses atores com as pessoas é incrível! Fora o figurino da série que não dá um fora e usar muita ombreira, manga bufante, camisa de tecido duvidoso, blush marcado e não deixa faltar laquê em nenhuma das cenas. Tudo muito anos 80!

Onde assistir?

El Patrón Del Mal foi produzida em 2012, pela TV Caracol, mas está disponível na Netflix, na íntegra, todos os seus 74 capítulos, legendados.

Simplesmente  de tanto ler sobre a história, ainda quero se possível, visitar a Hacienda Nápoles, que há muitos anos tornou-se um parque de recreação e também quero ver se consigo fazer um tour com Roberto, irmão de Pablo, que trabalhava com ele, que hoje ganha dinheiro contando e recriando roteiros e histórias que viveu com seu irmão naquela época em Medellín e seus arredores. Não sei quando vai dar pra fazer isso, mas fica o desejo!

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Se querem esquecer que Narcos existiu, assistam essa série. Agora entendi porque as pessoas implicavam tanto com a atuação de Wagner Moura como Escobar. Pelas gravações que existem da voz de Pablo, Andrés Parra pegou até o jeito de falar, entonação e tudo de Escobar. Uma atuação fascinante!

Fica a dica!