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TOC- Transtornada Obsessiva Compulsiva

 O filme que  fui assistir ontem no Shopping Iguatemi em Porto Alegre foi o Toc- Transtornada Obsessiva Compulsiva, cuja protagonista é a atriz  Tatá Werneck. Ela é muito fofa, pequena e está linda, mas meus elogios à Tatá acho que vão parar por aí. Mas leia até o final essa resenha sobre o filme e não se preocupe, pois não contém spoiler.

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Quando o filme começa, é bem provável que você faça como eu, que achei que estava na sala errada e fique com vontade de levantar da cadeira. Mas isso é porque o começo do filme está retratando um sono de Kika K . Aliás, os sonhos da personagem tem uma produção bastante caprichada, tanto quanto restante do filme.

A temática aborda as celebridades instantâneas e é um tema bem atual, e mostra uma visão nada glamurosa disso: a personagem Kika K. é uma atriz, que tenta vagas em novela após fazer sucesso na internet, lançou um livro (que não foi ela quem escreveu) e está sofrendo com uma agenda muito cheia, compromissos marcados pela exigente empresária e ainda sofre com a distância do namorado interpretado pelo ator Bruno Gagliasso.

No meio disso tudo, ela começa a se questionar se a vida é realmente aquilo tudo, sorrir sem vontade, mas por obrigação, já que contratantes e fãs esperam ela sorridente mesmo que esteja cansada e com problemas pessoais. Aliás, a empresária vivida pela Vera Holtz é a melhor parte do filme, ela está ótima, divertida e talentosa como sempre.

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E quanto ao TOC da Kika, também é abordado de maneira interessante e mostra o quanto de vida, o quanto de coisas deixamos de fazer por manias que temos. Kika K não pisa em linhas e tem TOC achando sempre que deixou o gás aberto. O detalhe é que ela lembra disso até quando o avião está no ar e sofre por isso. Eu tenho alguns TOC’s e achei muito legal essa abordagem do lado real da coisa, pois todo mundo acha interessante o TOC do Roberto Carlos de só usar azul e cores claras, mas ninguém nunca se perguntou se ele sofre por isso e o quanto de coisa ele já deixou de fazer por não estar na paleta de cores que ele gosta e usa.

Quando ela joga essa vida de fama para o alto, encontra um novo amor e tem que lidar com Felipe, um fã fanático, que aborda outra questão importante: o fanatismo doentio por alguém. O fã de Kika a persegue, tenta ter envolvimento amoroso e o desenrolar da história é engraçado, mas nos faz pensar, mesmo dentro da comédia.

Analisando assim, é um filme meio sem pé nem cabeça, mas nos faz dar boas risadas. O filme brinca inclsuive com o problema de dicção de Tatá, que é bem notável na maioria de suas atuações, mas não a prejudica. Quando ela faz rir, é ótima, mas na parte mais “séria” do filme, ela não é tão boa. O filme fica entre comédia e alguma coisa meio perdida, mas se você entender as situações, traz uma importante reflexão sobre o mundo digital versus mundo real de hoje em dia.

Ontem foi a primeira vez que fui ao cinema sozinha e eu até gostei da experiência, sabe?

Ficha técnica:

Kika K. é uma atriz que está em novelas (disputa papéis diretamente com Ingrid Guimarães, que representa ela mesmo no filme), campanhas publicitárias e é idolatrada por milhões de fãs. Mas, por trás das aparências, está em crise com sua vida pessoal e profissional, enquanto precisa lidar com as limitações de seu Transtorno Obsessivo Compulsivo. Kika se depara com Felipão, um fã obsessivo, um namorado galã sem noção e os compromissos profissionais marcados pela sua exigente empresária.
Data de lançamento: 2/Fev/2017
Duração: 1h45min.
Direção: Paulinho Caruso, Teo Poppovic
Elenco: Ingridf Guimarães,Luís Lobianco, Vera Holtz, Tatá Werneck, Bruno Gagliasso, Daniel Furlan, Patricya Travassos,
Fotografia: Pierre de Kerchove
Roteiro: Paulinho Caruso, Teo Poppovic
Produção: Bianca Villar, Fernando Fraiha, Karen Castanho
Beijoca e assim que eu ver mais algum filme, trago resenha pra cá!

Tô ryca!

Ontem fui ver o filme “Tô ryca”, no cinema. Estava mega curiosa pois geralmente os trabalhos da Samantha Schmütz são ótimos. Mas esse não. Esse está fantástico. E já vou contar o motivo, sem dar spoiller, não se preocupe. Até porque eu quero muito que você vá no cinema e divirta-se tanto quanto eu e meu marido.

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Devo adiantar que nos primeiros cinco minutos do filme, eu já estava com meu maxilar doendo de tanto rir. E não é uma comédia pastelão, é daquelas com situações diárias que escondidas no stress nós não vemos que tudo tem seu lado engraçado. E a vida de Selminha Oléria Silva, a personagem vivida por Samantha, é a de muitos de nós: trabalhadora brasileira com sonhos pela frente.

Selminha é frentista de um posto, mora com sua amiga e de repente, é chamada pelos advogados de um tio podre de rico. Ela recebe a notícia que ficará rica, pois herdou a fortuna do tio. Mas com uma condição: que ela cumpra o desafio imposto por ele. Selminha pode receber 300 milhões de reais, mas antes disso vai receber 30 milhôes e tem que gastar isso em 30 dias. Fácil, né? Não nesse casso. Ela precisa gastar 30 milhões sem comprar nada pra ela, e apenas 5% desse dinheiro pode ser doado e outros 5% utilizados em jogos. 90% tem que ser gasto mesmo.

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Nessa aventura, ela vai contar com a ajuda de dois fiscais, Marcus Majella e Fabiana Karla. Eles vão controlar tudo o que ela gastar nos 30 dias para ver se ela terá direito ao valor total da fortuna. Nesse meio tempo, acontecem vários problemas, Selminha faz mil e uma trapalhadas e ainda de quebra, para matar a saudade de ver Marília Pêra na telona, pois ela fez uma participação no filme, antes de sua partida.

O figurino do filme é um espetáculo à parte, tudo muito real e ao mesmo tempo, combinando com o enredo da trama. Trilha sonora perfeita, tendo desde Shakira ao tradicional pagode. O filme tem detalhes de locação bem bacanas, como iates, hotéis de luxo e a visão da favela, de acordo com a visão de um morador. Por isso é tão real.

O final do filme tem um desfecho inesperado, mas muito engraçado, principalmente depois que Selminha entra para a carreira política e enfrenta Fausto Falácio, personagem do Marcelo Adnet. Ela está imbatível como candidata à prefeita do Rio, vocês precisam ver!

Faz bastante tempo que um filme de comédia não me encanta tanto. Adorei mesmo! Se puderem, vão ao cinema, acredito que vocês vão adorar!

Opinião: A Bruxa (The Witch)

Post por em cultura

Fui ver o tão falado filme que estreou essa semana, A Bruxa (The Witch) do diretor Roger Eggers, que recebeu o prêmio de melhor direção no Festival de Sundance. Estava cheia de expectativa, pois as críticas eram tão maravilhosas, queria levar susto, pois adoro filme de terror, mas não foi bem assim.

Se você gosta daquele terrror que te faz gritar no cinema, dar pulinhos na cadeira e ficar com o coração saindo pela boca, esqueça. O tipo de terror é outro, o psicológico. Desde o início, a mãe da família põe a culpa de todos os acontecimentos ruins na filha Thomasin (Anya Taylor-Joy).

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A história é de uma família fanática religiosa, que é expulsa de onde vive, e precisa ir morar perto de uma floresta, onde vivem distante de outros povoados. É lá nessa casa que começam a acontecer os problemas, que iniciam quando Thomasin está tomando conta do irmão bebê e ele some. Daí dá pra ver que a Bruxa o leva pra dentro da floresta e aí ‘já era’ o bebezinho.

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Daí, pra não contar muita coisa e acabar fazendo spoiller, a família fica colocando a culpa na irmã mais velha por tudo de ruim que lhes acontece. Eles são meio sinistros, rola um fanatismo cristão e no meio disso, também um pouco de mentiras e auto flagelamento, onde eles ficam se dizendo pecadores e coisas do gênero.

O filme tem uma fotografia bem escura e é bem ruim pra quem tem problemas de visão e esquece o óculos (como eu), a minha sorte é que a tela é gigante no cinema! Acredito que grande parte do filme tenha sido filmada com a luz natural de dias nublados e período noturno.

As cenas de uma quase possessão de uma das crianças não é nada demais, o que assusta mesmo são os dois gêmeos incansáveis que mesmo os irmãos morrendo, não param de brincar, pular e dançar. Chatíssimos, aliás!

Achei a trama lenta, não houve nada que me desse um medinho sequer, achei pesado, chato.Não acho que valeu nem o valor do ingresso. Estou sendo super sincera, como sempre.

O figurino e a atuação dos atores  são excelentes, o sotaque britânico encantador.

Desse filme, só ficou uma lição: o fanatismo religioso (de qualquer religião, que fique claro), pode levar ao fim da nossa família e da nossa vida. Deus não precisa de fanáticos, precisa de pessoas com boas atitudes.

A sala estava lotada ontem e a indignação ao  final do filme era visível. Todos esperavam mais!

É isso!

 

Opinião: O Regresso (The Revenant)

Post por em cultura

No feriadão de carnaval, aproveitei que não viajei e fui assistir o  bem comentado filme “O Regresso”, que traz leonardo Di Caprio como Hugh Glass, papel que fez com que  Léo (fazendo a íntima!), fosse indicado ao Oscar. E digo mais: esse ano ele leva, pelo menos é a minha torcida.

Sobre o filme:

“1822. Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) parte para o oeste americano disposto a ganhar dinheiro caçando. Atacado por um urso, fica seriamente ferido e é abandonado à própria sorte pelo parceiro John Fitzgerald (Tom Hardy), que ainda rouba seus pertences. Entretanto, mesmo com toda adversidade, Glass consegue sobreviver e inicia uma árdua jornada em busca de vingança.”

Minha opinião:

O filme é longo, tem 2h36. Mas deixa o espectador interessado do início ao fim. A fotografia do filme é de uma perfeição incrível, e  agrada muito. A trama mostra bem como era o comércio de peles de animais antigamente e sobre como alguns povos indígenas sofriam com isso em suas terras.

Leonardo Di Caprio está fantástico no papel, totalmente entregue ao personagem. Vê-lo em um papel maduro, com filho,com um ar mais envelhecido, foi encantador. Como o filme não é só ele, dou destaque também para os atores que contracenam com ele, fazendo o papel de filho e o Fitzgerald, que o abandona para morrer.

Nas cenas com o urso, por mais que tenham sido feitas com computador, estão muito bem feitas e realistas demais. Na real, dá uma aflição enorme, pois parece que ele realmente luta com o urso.


Recomendo o filme para quem gosta de histórias cheias de lutas, batalhas pela vida e com bastante ação, apesar do filme ser classificado como drama.

A sala do cinema estava com lotação máxima em todos os horários, então, a procura segue enorme. Fica a dica de um excelente filme!

Alguma de vocês já assistiu?