Panda Eyes – Olheiras, Causas e Combate

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Tenho uma boa e uma má notícia em relação à olheiras.

A boa é que dá para amenizar e disfarçar bastante, com alguns produtos e/ou tratamentos.

A má é que as olheiras mais persistentes têm origem genética, ou seja, é aquele tipo de herança que a gente gostaria de devolver, mas não aceitam devolução…

As Olheiras

Olheiras são áreas escurecidas, sombreadas, localizadas na região em torno dos olhos – inclusive pálpebras.

A pele nesse local é muito fina, o que dá impressão de transparência. Com a circulação sanguinea local, a região ganha coloração que vai do azulado ao castanho, dependendo do tom da pele de cada pessoa.

Por diversas razões a circulação na área dos olhos pode ser deficiente (cansaço, problemas orgânicos, alimentação pobre em alguns nutrientes) e junto com a espessura da pele, que é uma caracteristica pessoal, essa é a equação que define a intensidade das olheiras.

Com o passar dos anos a flacidez começa a dar sinais também na região dos olhos e os vasos sanguineos ficam mais volumosos. O resultado? Olheiras em evidência.

Combate

Quem dá as dicas é a Dra. Valéria Campos*: (minha dermato, obrigada, Dra!)

Luz Pulsada – uma solução para olheiras permanentes é a Luz Pulsada, que pode atuar no sistema vascular ou na pigmentação da pele. A luz pulsada emite um feixe de luz que é atraído pela cor da região escura  e provoca a fragmentação do pigmento, clareando a pele.

Este tipo de tratamento requer de 4 a 5 sessões e pode provocar vermelhidão e inchaço no local de 3 a 4 dias. Durante esse período é importante evitar exposição solar para evitar manchas na pele.

Cremes – atuam na drenagem local e melhoram a vasodilatação venosa, como é o caso de produtos com bioflavanóides (rutina, benzopironas, escina). Seus princípios ativos aumentam o tônus venoso e com isso diminuem a dilatação, já que atuam na microcirculação sanguínea.

Peeling -os ácidos promovem uma esfoliação suave da região com clareamento, porém esse tipo de tratamento é restrito, dependendo da avaliação criteriosa de um médico para evitar manchas ou quaisquer complicações. Em uma versão menos abrasiva, podem ser usados produtos despigmentantes que removem o pigmento escurecido; como o ácido kójico, fítico, hidroquinona ou aqua licorice.

Carboxiterapia– pela enetração subcutânea de gás CO2 (dióxido de carbono), há aumento das trocas de oxigênio no local que melhora a irrigação e nutrição celular, além do fato que o descolamento físico promovido pelo gás estimula a formação de novas fibras de colágeno, o que melhora a flacidez da pele. São necessárias de 5 a 8 sessões semanais e normalmente a região fica inchada e com hematomas.

Camuflagem

Vai que você é uma dessas sortudas que não tem olheiras permanentes e elas aparecem apenas depois de alguns excessos alimentares (e bebementares) e uma noite mal dormida. Maquiagem nelas!

Existem várias dicas nesse sentido e você deve escolher de acordo com a intensidade das suas olheiras e o material que tem disponível.

Cada tom de olheira reage melhor ao disfarce se usarmos cores que neutralizam sua base. Por exemplo, se sua olheira é arroxeada, procure corretivos com tons amarelados (pode ser bege, mas puxando pro amarelo). Se a olheira for castanha ou amarelada, procure corretivos rosados/roxos. Se a região estiver vermelha, corretivo verde é vida!

Aplique  produto sobre a olheira e dê tapinhas suaves com a ponta dos depois para que ele fixe bem na pele. Depois que você usou o tom para neutralizar, aplique base da sua cor normal, em toda a face.

Se depois disso ainda houver algum ponto que se destaque escurecido, aplique corretivo da cor da sua pele apenas no local.

Toque de amiga: muitas meninas pensam que têm olheiras, quando, na verdade, o que existe ali é apenas a diferença normal na tonalidade da pele da face. Com raríssimas exceções, as pessoas não têm apenas um tom de pele no rosto. Cantinhos e dobrinhas tendem a ser mais avermelhados; a região do buço às vezes é castigada pelo sol (o protetor solar sempre sai primeiro ali…) e até mesmo a depilação deixa a área mais exposta.

Nesses casos, um corretivo bem escolhido para o tom da sua pele basta. Se você deve usá-lo antes ou depois da base, depende do corretivo e da cobertura que você deseja. Aliás, corretivo é um dos poucos produtos que desaconselho comprar pela internet. pelo menos até você ter certeza do tom certinho que funciona em sua pele. O risco de errar é grande; não só na cor, mas no tipo de cobertura (média ou ampla) e textura. Ninguém quer sair craquelada por aí, né? Por isso o ideal é testar na loja, dar uma voltinha, ver como ele se comporta e só depois efetuar a compra.


*Dra. Valéria Campos, Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica; Membro da Sociedade Americana de Laser em Medicina e Cirurgia; Membro da Sociedade Brasileira de Laser; Membro do Comitê Editorial Internacional da Revista Dermatologia & Cosmética da Espanha.